Brincadeira do Copo:
Uma lenda muito famosa dos anos 80, que atravessa gerações, conquistou espaço na imaginação da garotada e até mesmo no cinema: Contatos com espíritos.
Era mais ou menos assim...
Um grupo de amigos, normalmente crianças ou adolescentes, senta-se em torno de uma mesa. No centro da mesa há um copo com a boca virada para baixo. Ao redor dele pedaços de papel ou cartolina contendo as letras do alfabeto em seqüência, os algarismos de 0 a 9 e as palavras "sim" e "não". (Alguns incrementavam com velas e incensos.)
Um respeitoso silêncio se espalha pelo ambiente, entrecortado talvez por alguns risinhos nervosos, enquanto todos apóiam o dedo indicador no fundo do copo. Alguém, normalmente o mais corajoso, assume a liderança e pergunta se há um espírito presente no local. Ainda enquanto todos mantém o dedo no fundo do copo, depois de um minuto de suspense o copo começa a se mover, aparentemente sozinho, mas nunca sem os primeiros protestos: "ei, alguém está empurrando o copo!", seguidos rapidamente de juramentos solenes ("pela minha mãe mortinha atrás da porta") de que ninguém está trapaceando. Seja como for, o copo parece realmente se mover sozinho e percorre a mesa lentamente tocando as letras uma a uma, formando repostas para as perguntas proferidas em voz alta pelos jovens; geralmente coisas profundas como o nome do futuro namorado ou se ele ou ela está sendo traído(a).
Um respeitoso silêncio se espalha pelo ambiente, entrecortado talvez por alguns risinhos nervosos, enquanto todos apóiam o dedo indicador no fundo do copo. Alguém, normalmente o mais corajoso, assume a liderança e pergunta se há um espírito presente no local. Ainda enquanto todos mantém o dedo no fundo do copo, depois de um minuto de suspense o copo começa a se mover, aparentemente sozinho, mas nunca sem os primeiros protestos: "ei, alguém está empurrando o copo!", seguidos rapidamente de juramentos solenes ("pela minha mãe mortinha atrás da porta") de que ninguém está trapaceando. Seja como for, o copo parece realmente se mover sozinho e percorre a mesa lentamente tocando as letras uma a uma, formando repostas para as perguntas proferidas em voz alta pelos jovens; geralmente coisas profundas como o nome do futuro namorado ou se ele ou ela está sendo traído(a).
Se você nunca participou de uma sessão como esta, certamente conhece alguém que já o fez. A "brincadeira do copo", e suas variantes com canetas e compassos, são comuns entre os jovens, que a fazem por curiosidade, incredulidade ou simplesmente porque sentem nela o mesmo prazer de assistir a um filme de fantasmas, só que para valer. Os adeptos da religião espírita, por outro lado, não vêem nada de inocente na brincadeira e avisam que realmente pode acontecer de espíritos captarem a mensagem e "entrar na brincadeira". Só que os espíritos que normalmente comparecem à sessão do copo são pouco evoluídos, zombeteiros e maldosos (os espíritos evoluídos parecem preferir outros meios de comunicação, como a psicografia). Confirmando a fama sinistra, muitas pessoas relatam histórias envolvendo desgraças dos piores tipos ocorridas com amigos de amigos que fizeram a brincadeira do copo.
O livro "Copos que Andam", supostamente ditado por um morto e psicografado por uma famosa médium, lança mais lenha na fogueira ao narrar diversas histórias terríveis, supostamente reais, de pessoas que se envolveram com a brincadeira do copo, em especial de uma jovem levada ao suicídio.
Bem, certa vez, no ginásio ainda, participei de uma sessão destas. Honestamente, fiquei assustado demais para tentar de novo. Eu hein. Nunca mais!!!
Abraço a todos.
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